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Resumo em 10 segundos

Pato Branco ampliou atendimentos e investimentos, mas até 1 em cada 4 pacientes faltou à consulta em julho. O problema é só do paciente? 🏥

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Pato Branco já empenhou R$ 184,6 milhões na saúde em 2026. Mas, enquanto a rede atende mais, consultas marcadas ficam vazias — em julho, a taxa de faltas chegou a 24,8%. O que está falhando entre o agendamento e a UBS? 🏥🧵

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De maio a agosto, a Atenção Primária realizou 69.121 atendimentos individuais e 274.685 procedimentos. Estrutura e demanda existem. Então por que milhares de vagas se perdem quando o paciente não consegue — ou não decide — comparecer?

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Os números cresceram mês a mês: 16,45% de faltas em maio; 18,90% em junho; 24,80% em julho; 22,53% em agosto. Não é um episódio isolado. É um padrão que merece investigação, não apenas cobrança.

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Antes de culpar quem falta, vale perguntar: o horário cabe na rotina de quem trabalha? Há transporte, lembrete acessível, possibilidade simples de remarcar? E o medo, a distância ou a demora para conseguir a vaga?

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A odontologia sentiu forte o impacto: foram 2.204 faltas no período. UBS Industrial registrou 304, Alvorada 281, ESF Central 212 e Bortot 202. Esses mapas de ausência revelam barreiras específicas de cada território?

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O município arrecadou R$ 88,1 milhões até agosto, com 82,8% dos recursos vindos da União e 13,6% do Estado. Se o financiamento é coletivo, cada vaga perdida afeta toda a fila — mas soluções também precisam ser coletivas.

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Lembretes por WhatsApp/SMS, confirmação rápida, encaixes para quem espera e horários mais compatíveis podem ajudar. Mas quais medidas Pato Branco vai testar, medir e divulgar para reduzir as faltas sem penalizar quem já enfrenta obstáculos?

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Uma consulta vazia pode significar desperdício — ou um cidadão impedido de chegar ao cuidado. A pergunta central não é só “quem faltou?”, mas “por que o sistema não conseguiu manter essa pessoa conectada à saúde?”.

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