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Um cruzamento de dados revelou doações em dinheiro e trabalho voluntário feitas por funcionários do Congresso a campanhas — inclusive de seus próprios gabinetes. 🏛️

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Funcionários do Congresso doaram cerca de R$ 2 milhões a campanhas eleitorais neste ano — em Pix, transferências e horas de trabalho voluntário. O levantamento alcança 444 servidores da Câmara e do Senado. 🏛️🧵

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A história aparece no cruzamento de três bases: prestações de contas do TSE e listas de funcionários da Câmara e do Senado, atualizadas até 21 de setembro. Do total, R$ 724 mil foram dinheiro; R$ 1,3 milhão, serviços estimados.

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Em muitos casos, a doação foi para o próprio parlamentar assessorado ou para aliados. Só nessa modalidade, 241 funcionários destinaram aproximadamente R$ 1 milhão e ajudaram 101 candidatos que já têm mandato.

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A maioria das contribuições — 75% — ficou em até R$ 5 mil. Mas há casos em que o valor declarado supera o salário recebido no gabinete. É aí que uma doação formalmente permitida passa a levantar perguntas sobre autonomia e relações de poder.

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Um caso chama atenção: quatro servidores do gabinete de Hélio Lopes (PL-RJ) atuaram voluntariamente na campanha de Jean Bolsonaro (PL-RJ), filho do deputado. Os serviços de coordenação, redes sociais e transporte foram estimados em R$ 41 mil.

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Segundo especialistas, a prática não é proibida: pessoas físicas podem doar, respeitando o limite de 10% dos rendimentos para dinheiro e até R$ 40 mil em trabalho voluntário. Legalidade, porém, não elimina a necessidade de transparência e fiscalização.

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PL e PT, também entre os partidos com maior acesso ao fundo eleitoral, foram os mais beneficiados pelas contribuições mapeadas. Quando campanhas dependem de redes internas de gabinetes, regras claras ajudam a proteger servidores e a igualdade na disputa.

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