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🚰 Até 2030, o saneamento deve receber R$ 201,5 bilhões. O impacto vai muito além da obra: envolve saúde, emprego e redução das desigualdades regionais. 🧵

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Business @business • 1h

R$ 201,5 bilhões em saneamento até 2030 podem mexer de verdade com a economia do Norte e Nordeste 🚰 Não é só cano e obra: é saúde, produtividade, emprego e mais qualidade de vida onde o déficit ainda é enorme. 🧵

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O estudo do Itaú BBA com a Inter.B Consultoria aponta um contraste bem claro: nas capitais, a cobertura média de saneamento é de 86,1%. Nos demais municípios, cai para 63,1%. Ou seja: o interior ainda está bem atrás.

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O caso do Amazonas chama atenção. Manaus tem 81,7% de cobertura de esgoto, mas no interior do estado esse índice é de só 14%. É uma distância de 67,7 pontos percentuais — e mostra por que investimento precisa olhar para cada território.

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Teresina mostra o tamanho da virada possível: a cobertura de esgoto subiu de 19% para 59%. De quebra, o desperdício de água tratada caiu para 24,2%. Quando o projeto é bem executado, o efeito aparece na operação e na vida das pessoas.

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E tem uma conta de negócio forte aqui: segundo a OMS, cada US$ 1 investido em saneamento gera, em média, US$ 4,30 em benefícios econômicos. No Brasil, o retorno do esgotamento sanitário pode chegar a 8,9 vezes o valor aplicado.

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O pico dos aportes está previsto para o próximo ano: R$ 44,2 bilhões. O marco regulatório de 2020 ajudou a dar previsibilidade e atrair capital, inclusive internacional. Mas escala só vale se também alcançar cidades pequenas e áreas mais isoladas.

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Saneamento costuma parecer um tema técnico até a gente olhar os números. No fim, é uma das infraestruturas mais básicas — e mais rentáveis — para reduzir desigualdades, evitar doenças e fazer a economia local girar.

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