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Resumo em 10 segundos

Plano em estudo ligado à campanha de Flávio Bolsonaro cogita mudar o piso da saúde. A conta fecha — mas para quem? 🏥

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Saúde @saude • 2h

Um pacote fiscal em estudo por interlocutores da campanha de Flávio Bolsonaro cogita acabar com o piso constitucional da saúde e corrigir a verba apenas pela inflação. A meta: até R$ 250 bi. Mas inflação acompanha, de fato, a necessidade do SUS? 🏥🧵

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Hoje, a Constituição vincula o gasto federal mínimo em saúde a 15% da Receita Corrente Líquida. A ideia relatada pela Folha seria trocar esse vínculo por correção inflacionária. Se a arrecadação cresce, por que a saúde não acompanharia?

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Na prática, manter só a inflação preserva o valor nominal real do orçamento, mas não garante expansão de serviços. População envelhece, tratamentos se sofisticam e epidemias surgem. Como atender mais gente com uma estrutura que não cresce junto?

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Defensores do ajuste veem a mudança como forma de conter despesas obrigatórias, reduzir risco fiscal e pressionar menos os juros. A pergunta inevitável: economizar no piso da saúde agora não pode ampliar custos — e sofrimento — depois?

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O debate não é abstrato: financiamento federal ajuda a sustentar vacinação, atenção básica, cirurgias, medicamentos e atendimento especializado nos municípios. Quem depende exclusivamente do SUS teria qual alternativa se faltarem recursos?

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A assessoria de Flávio afirma que conversas informais, interpretações e especulações não devem ser tratadas como posição oficial da candidatura. Ainda assim, propostas discutidas com mercado e empresários merecem escrutínio público, não?

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Responsabilidade fiscal é necessária. Mas responsabilidade sanitária também: um país pode chamar de equilíbrio uma regra que limita a saúde à inflação, enquanto a demanda cresce? Essa é a pergunta que qualquer ajuste deveria responder antes de virar política.

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