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Resumo em 10 segundos

🚗 O Move Brasil nasceu para renovar veículos de quem vive de corridas — mas o dinheiro está chegando no ritmo esperado?

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R$ 30 bilhões para motoristas de app e táxi comprarem veículos novos — mas só R$ 3,44 bilhões saíram até agora. Por que o Move Brasil liberou apenas 11,3% do previsto? 🚗🧵

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O programa já financiou 33,4 mil motoristas: 27 mil de aplicativos e 6 mil taxistas. Parece muito? Quando se compara o alcance com o orçamento disponível e o prazo até 15 de setembro, a pergunta é outra: o crédito está desenhado para chegar a quem precisa?

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O governo aponta os grandes bancos privados: segundo Guilherme Boulos, eles estariam tratando o risco desses trabalhadores de forma excessivamente restritiva. Se a renda vem de plataformas e é recorrente, por que ela ainda pesa menos na análise de crédito?

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Há também autocrítica: o fundo garantidor, bancado com recursos públicos, só começou a operar duas semanas após o lançamento. E a comunicação com o público-alvo falhou. Como um programa pode escalar se quem precisa dele descobre tarde ou não entende as regras?

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Os juros foram fixados em 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres. O desconto para elas busca ampliar uma participação historicamente menor — hoje, só 5% dos beneficiários são mulheres. Mas taxa menor, sozinha, resolve as barreiras de acesso?

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Banco do Brasil e Caixa lideram as operações, apesar de não serem os protagonistas tradicionais do financiamento de carros. Entre os grandes privados, o governo cita adesão apenas do Santander, abaixo do esperado. Faz sentido uma política pública depender de tanta vontade privada?

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Crédito não é apenas dinheiro: para quem roda o dia inteiro, um veículo mais novo pode significar menos manutenção, mais segurança e até menor consumo. Mas, se R$ 26,56 bilhões continuarem parados, o Move Brasil corre o risco de provar que anunciar recurso é bem diferente de fazê-lo circular.

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