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Resumo em 10 segundos

Câmara gastou R$ 3,3 milhões com gabinetes de deputados presos ou fora do país — dois anos de despesas que expõem brechas na fiscalização e na transparência 🧐

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Câmara gastou R$ 3,3 milhões com gabinetes de deputados presos ou fora do Brasil: R$ 1,9 mi com Chiquinho Brazão, R$ 900 mil com Eduardo Bolsonaro e R$ 300 mil com Carla Zambelli 📰🧵

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A história se desenrola em quase dois anos: mesmo sem registro de presença, os gabinetes continuaram ativos. Brazão perdeu o mandato após prisão sob acusação ligada ao assassinato de Marielle; Eduardo e Zambelli seguem com mandato, mas impedidos de receber salário pela Corte.

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Onde foi parar o dinheiro? A maior parte foi para o custeio do gabinete — salários de assessores, contratos e despesas administrativas. A regra da Casa permite manter equipes mesmo sem a presença do deputado, criando um nó ético e administrativo.

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Veio a reação política: governistas criticaram os gastos e apresentaram projeto contra o chamado 'deputado home office'. O debate mostra tentativa de retomar controle, mas precisa evitar medidas que prejudiquem servidores e funcionários que dependem desses postos.

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Além do choque político, há um problema de confiança pública. R$ 3,3 milhões em quase dois anos é dinheiro que poderia reforçar fiscalização, serviços locais ou políticas sociais. A narrativa expõe lacunas na regulação e na transparência do uso de verbas.

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Que passos seguir? Regras claras sobre funcionamento de gabinetes durante afastamentos, transparência em tempo real dos gastos e mecanismos para proteger empregos de assessores. Regulamentar não é perseguição: é responsabilidade com o erário.

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No final da conta, não é só valor: é sinal. Se as instituições não fecharem essas brechas, a perda maior será da confiança coletiva. R$ 3,3 milhões deixa de ser cifra e vira teste para a integridade do sistema político brasileiro.

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