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O governo abriu consulta sobre um plano energético de R$ 3,3 tri até 2036. A transição será acessível para todos ou concentrará ganhos? ⚡🧵

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R$ 3,3 TRILHÕES para expandir e modernizar a energia do Brasil até 2036. ⚡ O MME abriu consulta pública sobre o PDE 2036 — mas a pergunta central é: esse investimento vai reduzir custos e ampliar acesso, ou só redesenhar o mapa dos grandes negócios? 🧵

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O plano projeta 31,9 mil km extras de linhas de transmissão entre 2027 e 2036. É infraestrutura em escala gigantesca. Mas onde essas linhas chegarão primeiro: em áreas que precisam de energia confiável ou apenas nos polos com maior retorno financeiro?

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O consumo elétrico deve crescer 3,4% ao ano e atingir 979 TWh em 2036. A geração projetada é de 1.133 TWh. Ter oferta é essencial — mas planejamento não deveria olhar também para eficiência, perdas na rede e o peso da tarifa no orçamento das famílias?

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Solar e eólica devem responder por cerca de um terço da geração elétrica em 2036, contra 28,1% em 2026. Ótima direção. Só que expansão renovável sem transmissão, armazenamento e regras claras pode produzir energia barata no papel e cara na tomada.

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O PDE prevê 7,2 GW em baterias e estreia as hidrelétricas reversíveis, com 2 GW indicativos. Armazenar energia será tão estratégico quanto gerá-la. Quem controlará essa nova camada do sistema: mercado competitivo ou poucos grupos com poder sobre preços?

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Um dado chama atenção: data centers podem saltar de 3 TWh de consumo em 2026 para 30 TWh em 2036. A economia digital precisa de energia — mas quem paga pelos reforços na rede quando a demanda de grandes plataformas dispara?

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A consulta vai até 6 de novembro no portal do MME e abre espaço para cidadãos, empresas e especialistas. R$ 3,3 tri não são só uma projeção: são escolhas sobre competitividade, empregos, inovação e a energia que chegará — ou não — a cada brasileiro.

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