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Da chuva aos alimentos, a contaminação no Xingu virou caso de fiscalização — e de uma conta milionária para irregularidades no campo. 🌿💰

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R$ 42,9 milhões em multas e 19 infrações: essa é a conta que começou a chegar após denúncias de agrotóxicos na água, no ar e nos alimentos de comunidades indígenas do Xingu, em MT. 🌿💰🧵

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A história começou com relatos das próprias lideranças indígenas. A preocupação era direta: substâncias usadas em lavouras próximas estariam alcançando rios, chuva e a comida consumida no território.

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Não ficou só no relato. Uma tese da ENSP/Fiocruz, de 2024, encontrou agrotóxicos em 100% das amostras de água da chuva analisadas. Estudos também apontaram presença em águas superficiais, subterrâneas e alimentos.

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Em outubro de 2025, MPF, MPT e DPU recomendaram uma resposta coordenada: fiscalização ambiental e agropecuária, análise de água e alimentos, prevenção de intoxicações e diálogo com as comunidades afetadas.

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No início de 2026, a Operação Ceres, do Ibama, usou as denúncias como guia. O resultado: 19 autos de infração e R$ 42,9 milhões em multas — um sinal de que descumprir regras ambientais também gera risco financeiro concreto.

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Entre as irregularidades: agrotóxicos vencidos e mal armazenados, descarte inadequado de embalagens, queima de resíduos químicos e pulverização aérea sem licenciamento ambiental. Economia de curto prazo, prejuízo que pode se espalhar por toda a cadeia.

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O Mapa identificou 34 operadores de aviação agrícola em nove municípios da área. Controlar a pulverização é central: quando a fiscalização falha, os custos não ficam apenas com empresas — recaem sobre saúde, água, alimentos e comunidades.

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A multa é o capítulo mais visível, mas a questão é maior: produzir riqueza no campo exige que os custos ambientais e sanitários não sejam empurrados para quem vive ao redor das lavouras. No Xingu, a vigilância agora virou parte da conta.

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