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Resumo em 10 segundos

💸 Em 2026, as emendas podem consumir quase 1/4 do investimento federal. Mas os planos presidenciais ainda falham no básico: controle, transparência e rastreabilidade.

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💸 As emendas parlamentares devem movimentar mais de R$ 60 bilhões em 2026 — quase 1/4 de todo o investimento federal previsto. Mas os presidenciáveis ainda tratam o tema de modo raso, segundo análise da Transparência Internacional Brasil. 🧵

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O problema não é a existência de emendas em si. Parlamentares podem conhecer demandas locais reais. A questão é saber quem indicou, para onde foi o dinheiro, qual critério definiu a escolha e que resultado chegou à população.

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Transparência e rastreabilidade deveriam ser o mínimo: dados acessíveis, acompanhamento em tempo real, identificação de beneficiários e avaliação de impacto. Sem isso, verba pública vira terreno fértil para clientelismo e concentração de poder político.

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Nos planos analisados, Lula e Renan Santos criticam distorções do modelo, mas não detalham mecanismos de transparência. Augusto Cury não aborda o assunto. Diagnóstico importa — mas orçamento exige regras aplicáveis, fiscalização e consequências.

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Zema e Caiado apresentam propostas mais objetivas, mas enfrentam uma contradição: seus governos estaduais acompanharam ou institucionalizaram dinâmicas semelhantes. Defender controle nacional pede coerência também na gestão local.

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Flávio Bolsonaro defende rastreabilidade, porém sua atuação com emendas já gerou questionamentos sobre concentração de recursos. Segundo reportagem da Piauí, uma emenda de R$ 200 mil foi destinada a projeto em área de milícia, caso que amplia a urgência de controles efetivos.

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Há uma convergência incomum: Lula, Renan Santos e Zema reconhecem que o modelo atual tem efeitos eleitorais. Se R$ 60 bilhões influenciam território, serviços e poder local, a eleição deveria cobrar menos slogans e mais compromissos verificáveis.

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