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A parceria para asfaltar 23 km entre Caldas e Andradas pode destravar a economia rural — mas exige transparência sobre os compromissos ligados ao Projeto Caldeira. 🚧

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R$ 60 milhões para asfaltar 23 km entre Caldas e Andradas, no Sul de Minas 🚧🧵 A obra nasce de uma parceria entre Governo de Minas, Prefeitura de Caldas e a Meteoric Resources — empresa por trás do Projeto Caldeira, de terras raras.

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No papel, o ganho é direto: a estrada liga Pocinhos do Rio Verde à região de Andradas e atende comunidades rurais, produtores, trabalhadores e serviços públicos. Menos barro e custo logístico pode significar mais competitividade para a economia local.

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A rota escoa uvas, tomates, flores, hortaliças, gado e eucalipto. Para pequenos e médios produtores, pavimentação não é só conforto: reduz perdas, melhora previsibilidade de entrega e pode ampliar o acesso a mercados.

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Mas há um ponto central: o investimento está ligado ao Projeto Caldeira, empreendimento de terras raras da Meteoric. Esses minerais são estratégicos para tecnologias e transição energética — e também colocam a região no radar de uma cadeia global altamente disputada.

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A contrapartida em infraestrutura é positiva, mas não deveria encerrar o debate. Qual será o cronograma? Como os R$ 60 milhões serão fiscalizados? E quais compromissos ambientais, trabalhistas e econômicos acompanharão a operação mineral?

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O desafio é evitar o velho modelo: território assume impactos, enquanto a maior parte do valor gerado sai dele. Estrada precisa servir às comunidades mesmo depois do ciclo de investimento — com manutenção, segurança viária e acesso real a saúde, educação e saneamento.

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Se bem executada, a obra pode integrar produção rural e serviços entre Caldas e Andradas. A métrica de sucesso, porém, vai além dos 23 km asfaltados: será medida pela renda local, qualidade de vida e transparência na relação entre poder público e mineração.

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