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Rubens Ometto distribuiu recursos a 38 destinatários e viu 13 nomes apoiados vencerem no 1º turno. O caso expõe como o dinheiro privado circula na política. 🗳️

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Rubens Ometto, presidente do conselho da Cosan, foi o maior doador pessoa física da eleição: R$ 6,6 milhões para 38 destinatários. Entre os candidatos apoiados, 13 se elegeram no 1º turno. O que esse dinheiro revela sobre o poder político? 🗳️🧵

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O balanço dos repasses mostra um mapa mais complexo: R$ 1,70 milhão foi para 13 eleitos; R$ 1,95 milhão, para 14 derrotados; R$ 450 mil, para 3 suplentes; e R$ 2,5 milhões, para 8 diretórios partidários.

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Um cuidado importante: doação não compra automaticamente vitória — candidatos dependem de votos, estruturas partidárias e campanhas. Mas financiar dezenas de nomes amplia acesso, influência e canais de interlocução no Congresso e nas assembleias.

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Os repasses diretos foram exclusivamente para disputas legislativas. Não houve doações a Presidência, governos estaduais ou Senado. É uma escolha estratégica: deputados definem leis, orçamento, regras tributárias e marcos para setores de infraestrutura.

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O PSD recebeu o maior número de doações individuais, com 5. PL e Republicanos vieram em seguida, com 4 candidatos cada. Já o PP concentrou o maior volume de recursos entre as siglas. O apoio atravessou partidos — e não ficou preso a um campo ideológico.

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São Paulo reuniu mais de um terço dos destinatários, enquanto Mato Grosso, Paraná e Sergipe também apareceram com frequência. A concentração regional importa: quando poucos financiadores têm grande alcance, desigualdades de visibilidade entre candidaturas podem crescer.

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Doações privadas são permitidas dentro das regras eleitorais, mas transparência não encerra o debate. A questão é como garantir competição real para candidaturas com menos patrimônio e rede de contatos — com fiscalização, limites efetivos e financiamento público bem distribuído.

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O dado central não é só quem venceu ou perdeu: é a escala. Uma única pessoa conseguiu aportar R$ 6,6 milhões em uma eleição legislativa. Em uma democracia, o voto vale igualmente; o desafio é impedir que o acesso ao poder valha mais para quem pode pagar.

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