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Curitiba apresentou um novo viaduto sobre a BR-277, binário e conexões viárias. Mas a conta de R$ 80 milhões vai entregar mobilidade para quem? 🚧💰

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Curitiba apresentou o Novo Viaduto do Orleans: R$ 80 milhões para um segundo viaduto sobre a BR-277, binário e novas ligações viárias. 🚧💰 Mas a pergunta é inevitável: esse investimento vai realmente acabar com os gargalos — ou apenas deslocá-los? 🧵

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O projeto mira desafogar uma das regiões mais pressionadas pelo trânsito da cidade. Dois viadutos, novas conexões e circulação reorganizada podem reduzir tempo perdido no congestionamento. Mas qual é a meta concreta de redução de filas e tempo de viagem?

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R$ 80 milhões de dinheiro público exigem mais que uma maquete convincente. Qual será o cronograma? Como serão divulgados custos, aditivos e etapas da obra? Transparência não é detalhe: é o que separa investimento eficiente de orçamento estourado.

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Há um dilema financeiro clássico: ampliar vias pode aliviar o tráfego no curto prazo, mas também atrair mais carros depois. O projeto foi integrado a ônibus, calçadas seguras, ciclovias e travessias? Mobilidade não deveria depender apenas de dirigir.

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Para quem mora, trabalha ou empreende no entorno, obras assim podem significar acesso melhor e menos horas no trânsito. Mas também trazem desvios, ruído e impacto sobre pequenos negócios. Haverá apoio e comunicação clara durante a execução?

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Outro ponto: R$ 80 milhões em infraestrutura precisam gerar retorno coletivo. Menos combustível queimado, entregas mais rápidas, deslocamentos previsíveis e menor custo logístico podem compensar. Mas a Prefeitura vai medir e publicar esses resultados?

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O Novo Viaduto do Orleans pode ser uma virada para a BR-277 — desde que planejamento, fiscalização e integração com transporte coletivo acompanhem o concreto. A obra mais cara não é a que custa R$ 80 milhões; é a que não resolve o problema.

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