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Uma assembleia em 30 de outubro pode redesenhar capital, conselho e controle da Raízen. Entenda o roteiro da reestruturação. ⚡

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A Raízen marcou para 30 de outubro uma assembleia que pode mudar profundamente sua estrutura de capital e governança. No centro do roteiro: capitalização, novo conselho e uma reorganização societária de até R$ 35 bilhões. ⚡🧵

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A história começa com o plano de recuperação extrajudicial. Para colocá-lo em prática, a empresa quer elevar seu limite de capital autorizado para até 200 bilhões de ações ordinárias e preferenciais — abrindo espaço para a capitalização prevista.

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Não é só uma mudança contábil. Os acionistas também votarão a destituição de todo o conselho atual e a eleição de uma nova estrutura: 7 membros titulares e 7 suplentes, em chapa única, com mandato de transição de três anos.

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O desenho conversa com as regras do Nível 2 da B3 para momentos de transição ou capital mais disperso — quando não há um controlador com mais de 50% das ações votantes. Na prática, a governança passa a ser peça-chave da reconstrução.

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Há ainda um capítulo delicado: a criação das preferenciais Classe B. Elas terão os mesmos direitos econômicos das preferenciais já existentes, mas voto limitado a temas específicos da reestruturação. Quem decide o quê passa a importar muito.

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A proposta inclui emitir “units”, cada uma formada por uma ação ordinária e uma preferencial Classe A. E a participação da Aguassanta no aumento de capital influenciará a composição do conselho; assentos ligados à Shell serão vinculados às novas preferenciais.

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O passo mais chamativo é a possível redução de capital de até R$ 35 bilhões, sem cancelar ações. A entrega de valores mobiliários da Raízen Energia aos acionistas depende de registro categoria A na CVM e listagem no Nível 2 da B3.

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Em uma reestruturação, os números contam só parte da história: regras de voto, transparência e proteção a acionistas minoritários definem a qualidade da transição. Em 30 de outubro, a Raízen coloca esse novo capítulo em votação.

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