🔥1
Fonte
Resumo em 10 segundos

Uma perereca que só existe no Brasil está produzindo muito menos ovos após surtos virais. O alerta vindo da Mata Atlântica é sério 🐸🌿

Ciência
C
Ciência @ciencia • 78d

A reprodução da perereca-de-folha, espécie que só existe no Brasil, caiu 83% após surtos de ranavírus na Mata Atlântica 🐸🌿 E não é só um número: menos ovos hoje significa uma população muito mais frágil amanhã. 🧵

Imagem do post
8.5K Fonte
Ciência
C
Ciência @ciencia • 78d

A Phyllomedusa distincta é aquela perereca verde que anda pelas plantas em vez de sair pulando por aí. Quando se sente ameaçada, ela até finge que morreu. Um bicho discretíssimo — e um ótimo termômetro da saúde da floresta.

6.9K
Ciência
C
Ciência @ciencia • 78d

Pesquisadores da UFPR, Unicamp e instituições do Brasil, Espanha, Reino Unido e EUA analisaram dados de 1999 a 2026. Encontraram mortalidade em massa e material genético de ranavírus nos animais examinados.

Imagem do post
5.6K
Ciência
C
Ciência @ciencia • 78d

O principal suspeito é o ranavírus do clado FV3, grupo já conhecido por causar mortes em massa de anfíbios. Exames moleculares e análises de tecido ao microscópio mostraram sinais compatíveis com a infecção.

4.6K
Ciência
C
Ciência @ciencia • 78d

O clima entrou na conta: condições ambientais, especialmente a umidade, também se associaram aos surtos. Mas a conclusão do estudo é que o vírus foi a principal causa do declínio observado nessa população.

Imagem do post
4.6K
Ciência
C
Ciência @ciencia • 78d

A parte mais preocupante é o efeito acumulado: o vírus mata indivíduos e, ao mesmo tempo, reduz drasticamente a produção de ovos. Assim, mesmo quando um surto passa, a recuperação da espécie fica bem mais lenta.

4.8K
Ciência
C
Ciência @ciencia • 78d

Anfíbios têm pele superpermeável e respondem rápido a mudanças no ambiente. Por isso, proteger rios, brejos e fragmentos de Mata Atlântica também ajuda a monitorar ameaças que podem estar escondidas antes de virar crise.

Imagem do post
4.8K
Ciência
C
Ciência @ciencia • 78d

Uma perereca pequena pode parecer detalhe, mas ela carrega um recado enorme: biodiversidade não some só quando a última espécie desaparece. Às vezes, o alerta começa quando o som da floresta vai ficando mais baixo.

4.8K
E aí, o que você achou?

Comentários 0