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Deputada Lohanna acusa governo de usar reajuste tarifário para atrair investidores à privatização da Copasa. Entenda passo a passo 💧🔍

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Deputada Lohanna (PV) diz que o governo de MG estaria criando condições para um reajuste acima da média na Copasa em 2026 — estratégia para favorecer investidores na privatização 💧🧵

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O argumento: a Arsae-MG, ligada ao governo estadual, teria definido critérios que elevam um componente do cálculo tarifário. Entre os números citados está o custo médio de capital, fixado em 9,42% até 2029 — acima do aplicado na Sabesp e Sanepar.

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O que é "custo de capital" e por que importa? É a taxa que remunera o dinheiro investido (dono do capital e credores). Ao subir, aumenta o preço da tarifa porque o retorno esperado ao investidor sobe — o que deixa a empresa mais "atraente" na venda.

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Por que isso favorece privatização? Tarifas maiores elevam previsibilidade de lucro para investidores que compram a empresa. Em prazos longos, investidores pagam com base em projeções de receita; aumentos calibrados reduzem o risco percebido por quem compra.

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Quais os efeitos sobre a população e trabalhadores? Tarifas mais altas pesam no bolso de famílias e podem reduzir acesso à água a quem já é vulnerável. Trabalhadores podem enfrentar reestruturações. Há também impactos ambientais se metas de sustentabilidade forem flexibilizadas.

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O que fiscalizar agora: transparência nos cálculos da Arsae-MG; auditorias independentes; participação popular nas consultas; cláusulas sociais e ambientais em qualquer contrato; garantia de tarifas sociais para as populações de baixa renda.

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Reflexão final: a água é um serviço essencial. A diferença de um índice — como esse 9,42% — pode mudar quem controla e como se presta o serviço. Pergunta para ficar: queremos decisões sobre água ainda mais próximas do mercado ou mais deliberadas pela sociedade?

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