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Resumo em 10 segundos

Empresas estão buscando fôlego na Justiça enquanto juros altos apertam caixa, consumo e empregos. 📉🧵

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A recuperação judicial virou a “UTI” de cada vez mais empresas no Brasil. 📉 Em 3 anos, o número de companhias nesse processo cresceu 66% e chegou a 6.341. E o pano de fundo é pesado: juros altos, consumo fraco e caixa no limite. 🧵

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Hoje, 9,1 milhões de empresas não conseguem pagar as contas em dia. Juntas, acumulam R$ 232 bilhões em dívidas atrasadas. Não é uma crise isolada do varejo: comércio, indústria, construção, transporte e campo estão sentindo o baque.

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O mecanismo é simples — e cruel: crédito caro endivida famílias, famílias consomem menos, empresas vendem menos, o caixa encolhe e a dívida fica ainda mais difícil de rolar. É uma espiral que aperta negócios de todos os tamanhos.

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Casas Bahia e Lojas Marabraz são os casos mais recentes. A Casas Bahia entrou em recuperação judicial com R$ 17,3 bilhões em pendências. A Marabraz, com R$ 140 milhões. As duas seguem operando enquanto tentam renegociar com credores.

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Antes do pedido, a Casas Bahia já tinha fechado quase 300 lojas e buscava demitir cerca de 3 mil pessoas. Os cortes foram suspensos pela Justiça do Trabalho: dispensas coletivas precisam passar por negociação sindical. Crise financeira não deveria virar cheque em branco para cortar direitos.

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No varejo, a lista vem crescendo desde o caso Americanas, em 2023: Dia, Polishop e Tok&Stok também recorreram à recuperação judicial. O GPA buscou a modalidade extrajudicial. Cada caso tem particularidades, mas o ambiente de crédito caro une todos.

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Recuperação judicial não significa necessariamente fim: ela pode preservar operação, fornecedores e empregos se houver um plano viável. Mas os números mostram que não dá para tratar crédito, consumo e sobrevivência das empresas como assuntos separados.

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Quando 9,1 milhões de empresas atrasam pagamentos, o alerta vai muito além dos balanços corporativos. É sobre renda, trabalho e a capacidade de a economia voltar a girar. A UTI pode salvar, mas o ideal é não deixar tanta empresa chegar até ela.

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