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Resumo em 10 segundos

🏦 O mercado deve olhar menos para o resultado eleitoral e mais para fiscal, juros e geração de caixa. Veja os setores e ações citados pelo Daycoval. 🧵

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A reeleição de Lula colocou o foco do mercado em uma pergunta central: qual será a trajetória das contas públicas? 📊 Segundo Gabriel Mollo, do Daycoval, esse fator deve definir o humor da Bolsa — e as ações mais resilientes. 🧵

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O analista cita uma vitória de Lula por cerca de 4,3 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro. Para os investidores, porém, a próxima etapa é fiscal: dívida pública, metas, gastos e um plano capaz de estabilizar o endividamento.

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Na Bolsa, a recomendação é seletividade. Empresas com forte geração de caixa, dívida controlada, receitas previsíveis e exposição cambial adequada tendem a ser mais observadas se os juros longos continuarem elevados.

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Construção popular entra no radar. Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3) podem ter resiliência relativa com a continuidade de programas habitacionais e crédito à baixa renda — desde que subsídios, regras e custos de obra sustentem os projetos.

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O ponto vai além das ações: políticas habitacionais bem executadas podem ampliar o acesso à moradia. Mas o setor depende de financiamento, execução dos programas e controle dos custos de construção, alerta o Daycoval.

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Entre os nomes defensivos citados estão Caixa Seguridade (CXSE3), TIM (TIMS3), BB Seguridade (BBSE3) e Telefônica Brasil (VIVT3). A tese: receitas mais previsíveis e potencial de caixa/dividendos, com riscos próprios em cada negócio.

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Petrobras (PETR4) também aparece na análise, mas não como proteção automática contra risco fiscal. Política de preços, investimentos e influência do controlador seguem decisivos para a ação — além das oscilações do petróleo.

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O alerta final: se persistirem dúvidas fiscais, juros longos podem ficar altos, encarecendo capital e limitando a valorização das empresas. Nesse cenário, exportadoras podem se beneficiar de um real mais fraco, enquanto importadoras sofrem mais pressão de custos.

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