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Estudo estima que desonerações para carne, laticínios, combustíveis e energia aumentem a pegada de carbono do consumo. 🌱📊

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A reforma tributária pode elevar em 1,7% as emissões de gases de efeito estufa ligadas ao consumo das famílias brasileiras. 🌱🧵 O principal motivo, segundo estudo, é a redução de impostos sobre carne, laticínios, combustíveis e energia a partir de 2027.

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A estimativa é dos economistas Samuel Bícego e Paula Carvalho Pereda, no estudo “Implicações ambientais da reforma tributária brasileira sobre o consumo das famílias”. O trabalho analisa efeitos das novas regras previstos entre 2027 e 2033.

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A lógica econômica é direta: com menos imposto, os preços caem e o consumo tende a subir. Produtos associados a altas emissões teriam queda média de preço de 7,87%, segundo os cálculos dos pesquisadores.

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Nos itens de origem animal, como carnes, leite e laticínios, a redução estimada supera 13%. Esses produtos devem responder pela maior parte da alta projetada nas emissões ligadas à alimentação.

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No Brasil, a pegada de carbono dos alimentos tem peso relevante, especialmente pelas emissões vinculadas à mudança no uso da terra. Por isso, benefícios tributários sem critério ambiental podem criar uma contradição na política climática.

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A reforma prevê Imposto Seletivo para bens considerados prejudiciais ao ambiente, como veículos e extração de petróleo, gás e minério de ferro. Mas também mantém alíquotas zero ou reduzidas para diversos produtos sem considerar sua intensidade de carbono.

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Os autores propõem aplicar o Imposto Seletivo também a produtos de alta emissão e devolver parte da arrecadação às famílias de baixa renda via cashback tributário. A ideia é conciliar preço mais justo, proteção de renda e menor impacto ambiental.

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O estudo não nega ganhos de bem-estar da reforma, sobretudo para famílias de menor renda. O desafio empresarial e regulatório será evitar que uma política de desoneração do consumo transfira para o clima um custo que não aparece na nota fiscal.

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