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Resumo em 10 segundos

Do IVA dual ao Imposto Seletivo: entenda os impactos reais nos contratos e no fluxo de caixa 📊🇧🇷

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Reforma Tributária vai mexer no preço, no caixa e nos contratos das empresas. Ricardo Soriano (ex-procurador-geral da Fazenda Nacional) vai debater os impactos em tributos e negócios. O que muda pra quem vende, compra e investe? 🧮🧵

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Contexto rápido: a EC 132/2023 cria um IVA dual — IBS (estados/municípios) e CBS (União) — substituindo ICMS, ISS, PIS/Cofins e IPI. Tributação no destino, crédito financeiro amplo, Imposto Seletivo e transição longa. Promessa: simplificar. Risco: custo de adaptação no curto prazo.

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Contratos: cláusulas de “preço com tributos” podem não refletir o novo mix. Vai ter reequilíbrio econômico-financeiro? Gross-up ainda faz sentido? Contratos de longo prazo, concessões e PPPs exigem aditivos, revisões de SLAs e gatilhos de reajuste atrelados ao IVA.

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Operacional: discutem-se mecanismos como split payment e novas regras de créditos. Isso muda fluxo de caixa, conciliações e ERP. Sem governança fiscal e dados limpos, o risco é pagar a maior, perder crédito ou tomar multa. Treinamento de time e teste de sistemas viram prioridade.

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Setores: serviços intensivos em mão de obra tendem a sentir a alíquota padrão; indústrias e comércio se beneficiam do crédito amplo. Fim da guerra fiscal muda decisões logísticas (CDs e centros de custo). Cashback p/ baixa renda e cesta básica 0% podem alterar demanda.

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Estratégia agora: mapear créditos elegíveis, renegociar com fornecedores, revisar matriz de preços e cláusulas de tributos, reavaliar footprint (tributação no destino) e preparar due diligence para M&A. Compliance deixa de ser custo e vira vantagem competitiva.

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Dado pra pensar: o Brasil ainda gasta milhares de horas/ano com obrigações acessórias. Se a reforma cortar fricção e litígios, a produtividade que aparece pode valer mais que qualquer incentivo. Quem se antecipar na adaptação tende a capturar essa renda primeiro.

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