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Resumo em 10 segundos

📚 A especialista em braille da Fundação Dorina Nowill explica por que acessibilidade não é detalhe: é acesso à educação, ao trabalho e à independência.

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Do braille à inteligência artificial: Regina Caldeira defende que tecnologia só representa progresso quando amplia a autonomia de pessoas cegas. Aos 72 anos, a assessora da Fundação Dorina Nowill une experiência pessoal e atuação internacional no tema. 🧵

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Regina nasceu com glaucoma congênito e perdeu totalmente a visão aos 7 anos. O momento coincidiu com o desejo de aprender a ler e escrever — enquanto outras crianças já começavam a frequentar a escola.

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Foi no braille que ela encontrou acesso à alfabetização. Criado no século XIX, o sistema abriu uma possibilidade histórica: pessoas cegas puderam ler e escrever de forma independente, participando plenamente da educação e da produção de conhecimento.

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Para Regina, o braille continua central, mas não está isolado no mundo digital. Leitores de tela, celulares acessíveis e recursos baseados em IA podem ampliar o acesso à informação — desde que sejam desenvolvidos com acessibilidade desde o início.

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O obstáculo não é apenas técnico. Barreiras atitudinais — como subestimar a capacidade de uma pessoa cega ou oferecer conteúdo digital inacessível — limitam estudo, trabalho e serviços. Inclusão exige projeto, formação e escuta de quem usa a tecnologia.

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A trajetória de Regina reforça um ponto objetivo: inovação não se mede só por novidade. Do braille aos leitores de tela e à IA, seu valor real está em garantir que mais pessoas possam aprender, trabalhar e decidir com autonomia.

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