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🕯️ Organizações de direitos humanos dizem que ao menos 88 pessoas foram executadas ou tiveram execução anunciada em poucos meses. O caso expõe falhas graves de devido processo e pressiona o sistema internacional.

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🕯️ Um novo relatório acusa o Irã de manter uma “campanha de execuções” contra manifestantes e dissidentes. Entre março e agosto de 2026, autoridades anunciaram 29 execuções ligadas a protestos; ao menos 59 homens teriam sido executados em casos políticos. 🧵

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O documento, publicado pela Human Rights Watch e pelo Centro Abdorrahman Boroumand, afirma que várias vítimas tinham 18 ou 19 anos — e muitas outras estavam no início dos 20. A idade importa: mostra o impacto direto da repressão sobre uma geração que passou a contestar o poder.

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A principal questão jurídica é objetiva: o Irã é parte do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos. Pela norma, a pena de morte, onde ainda existe, só pode atingir os “crimes mais graves” — um padrão muito mais restrito do que crimes políticos vagamente definidos.

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Segundo as organizações, acusações como “guerra contra Deus”, “corrupção na Terra” e colaboração com Estados hostis foram usadas em processos ligados até a vandalismo ou bloqueios. Quando tipos penais são amplos e imprecisos, viram instrumentos para punir dissenso.

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O relatório também aponta confissões obtidas sob tortura e exibidas na TV, julgamentos sumários e dificuldade de acesso a advogados. Não é só uma disputa sobre sentenças: sem defesa independente e prova confiável, o risco de uma execução arbitrária se torna irreversível.

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Há ainda uma barreira estrutural: regras iranianas restringem a escolha de defensores em certos casos de “segurança nacional”. Perseguir advogados ou limitar quem pode defender o réu reduz o processo a uma formalidade — justamente onde o Estado deveria ter o maior escrutínio.

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A pena de morte elimina qualquer possibilidade de reparar um erro judicial. Por isso, a pressão internacional não deveria se limitar a notas diplomáticas: monitoramento independente, proteção a advogados e responsabilização por tortura são testes concretos para a credibilidade dos direitos humanos.

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