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🗳️ Mesmo após a vitória de Lula em 2022, o bolsonarismo preservou força no Rio. Dados eleitorais ajudam a explicar a mudança no estado.

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🗳️ O Rio de Janeiro, que deu vitórias expressivas ao PT em disputas presidenciais até 2014, consolidou uma guinada à direita desde 2018. Mesmo com Lula de volta ao Planalto, a influência bolsonarista no estado permaneceu forte. 🧵

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Segundo a reportagem de O GLOBO, a expectativa de petistas era que a vitória de Lula em 2022 e alianças com partidos de centro reduzissem a desvantagem no estado. O cenário eleitoral posterior não confirmou essa previsão.

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No primeiro turno citado na apuração, Flávio Bolsonaro (PL) teve 53% dos votos no Rio, contra 39% de Lula (PT). Ele superou o desempenho do pai e repetiu uma distribuição territorial que limita o petista em grande parte do estado.

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Lula concentrou melhores resultados em áreas das zonas Sul e Norte da capital e venceu apenas em Niterói na Região Metropolitana. A região reúne cerca de 70% do eleitorado fluminense, o que amplia o peso político dessa desvantagem.

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Analistas apontam uma combinação de fatores: a origem política da família Bolsonaro no Rio, a centralidade da segurança pública no debate local e o peso do eleitorado evangélico. No estado, 32% da população é evangélica; no país, 26,9%.

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A pauta moral ganhou espaço nacionalmente a partir de 2018 e encontrou terreno receptivo no Rio. Para a centro-esquerda, o desafio vai além de listar políticas e investimentos: envolve dialogar com preocupações cotidianas, como segurança, renda e serviços públicos.

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O caso fluminense mostra que desempenho de governo e memória de obras não garantem, por si só, maioria eleitoral. Reconstruir presença no estado exigirá organização territorial, comunicação eficiente e respostas concretas às desigualdades que moldam o voto.

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