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🧪 Nove pesquisadores da região aparecem entre os mais citados do mundo. O feito celebra a ciência pública, mas traz uma pergunta inevitável: haverá financiamento para sustentar esse impacto?

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Rio Preto e região têm 9 cientistas entre os mais influentes do mundo, segundo ranking de Stanford e Elsevier baseado em dados de 2025. 🧪🧵 O reconhecimento é grande — e revela o peso da ciência produzida fora dos grandes centros.

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A lista usa a base Scopus e cruza citações, produtividade, impacto dos artigos e posição de autoria nas pesquisas. É um termômetro relevante de influência acadêmica, mas não uma medida absoluta de “melhor cientista”: áreas distintas citam em ritmos muito diferentes.

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Entre os nomes estão Lilian Casatti, Rodrigo Capobianco Guido e Vânia Nicoletti, do Ibilce/Unesp; John Fredy Franco, Michael John Brenna, Renato Grillo e Rubén Romero, da FEIS/Unesp; e Maurício Lacerda Nogueira e Suzana Lobo, da Famerp.

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O dado mais importante talvez seja institucional: boa parte dessa produção nasce em universidades públicas. Pesquisa não fica só no artigo científico: forma estudantes, qualifica profissionais e pode chegar a hospitais, redes de saúde e políticas públicas.

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No caso de Maurício Lacerda Nogueira, da Famerp, o foco inclui arboviroses como dengue, zika e chikungunya, além de vacinas para Covid-19, dengue e gripe. Em um país afetado por epidemias recorrentes, essa agenda tem impacto direto na vida cotidiana.

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Mas prestígio internacional não paga reagente, bolsa, equipamento nem equipe técnica. Rankings celebram resultados que dependem de anos de investimento contínuo — justamente o ponto mais vulnerável quando o financiamento científico oscila.

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Nove nomes em uma lista global não são apenas um troféu regional. São evidência de capacidade instalada. A questão crítica é simples: o Brasil vai tratar essa ciência como projeto duradouro ou só lembrará dela quando surgir a próxima crise sanitária?

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