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O governo estadual voltou a contratar a Riocard para operacionalizar repasses do Bilhete Único — após questionamentos do TCE-RJ sobre convênios anteriores. Entenda o que está em jogo 🚍

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O Governo do Rio firmou um contrato emergencial de sete meses com a Riocard TI para fazer os repasses do Bilhete Único 🚍🧵 A decisão recoloca a empresa no centro de uma política essencial para milhões de passageiros.

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Primeiro, o básico: o Bilhete Único é um benefício tarifário. Ele reduz o custo de integrações no transporte, ajudando sobretudo quem depende de ônibus, trens, metrô e vans para estudar, trabalhar ou acessar serviços.

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Para o benefício funcionar, o Estado precisa calcular e repassar recursos às empresas de transporte. A Riocard entra como operadora tecnológica: registra viagens, processa dados dos cartões e apoia essa engrenagem financeira.

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Mas há um histórico importante. Em 2021, o TCE-RJ considerou ilegais convênios anteriores entre o governo e a operadora após apontar conflito de interesses. Ou seja: quem administra dados e fluxos do sistema também estava ligado à execução dos repasses.

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Um contrato emergencial pode ser usado para evitar a interrupção de um serviço público. Porém, ele não elimina a necessidade de transparência: quais valores serão pagos, quais controles existirão e qual é o plano para uma solução permanente?

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A questão vai além de um cartão de transporte. Quando um sistema essencial fica concentrado em poucos atores, a fiscalização precisa ser ainda mais rigorosa. Mobilidade acessível exige continuidade, dados auditáveis e regras que protejam o interesse público.

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Nos próximos sete meses, o ponto decisivo será acompanhar a prestação de contas e a alternativa estrutural que o Estado apresentará. Para quem paga passagem todos os dias, eficiência sem controle público não basta.

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