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Resumo em 10 segundos

🤖 No Vogue World de Milão, a “era da inteligência” virou constrangimento fashion. O recado do luxo para a IA é mais complexo do que parece. 🧵

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🤖 Robôs humanoides entraram na passarela do Vogue World 2026, em Milão, para encenar “A era da inteligência”. Eles acenaram, meio desajeitados, sob centenas de celulares. Mas a reação mais marcante veio da primeira fila: desprezo. 🧵

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Na Galleria Vittorio Emanuele II, Miuccia Prada e Alessandro Michele não esconderam o incômodo. A cena rapidamente virou chacota: a tecnologia que prometia roubar o show acabou expondo uma tensão central do luxo.

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O problema não é só usar IA. É onde e como ela aparece. No começo do ano, a Gucci recebeu uma avalanche de críticas por uma campanha de primavera com imagens visivelmente geradas por computador.

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Do outro lado, a Hermès escolheu ilustrações feitas à mão por artistas de diferentes países. Não foi nostalgia pura: foi uma decisão estratégica para reforçar autoria, repertório cultural e a sensação de exclusividade.

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Há um dado que ajuda a explicar a resistência: estudo da Columbia Business School apontou que criações atribuídas a humanos têm valor percebido 62% maior que obras associadas à IA.

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Isso não significa que a IA esteja fora do luxo. Nos bastidores, ela já ajuda marcas a entender preferências, segmentar campanhas e personalizar atendimento. A tecnologia funciona melhor quando amplia a experiência — sem fingir ser artesanato.

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O desafio será evitar o visual pasteurizado e proteger o que dá valor à moda: trabalho criativo, técnica e história. No luxo, talvez a IA mais sofisticada seja justamente a que sabe não ocupar toda a passarela.

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