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Resumo em 10 segundos

🎸 Música alta é parte do festival — perda auditiva não precisa ser. Entenda o que 100 dB fazem com seus ouvidos e como reduzir o risco.

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🎸 No Rock in Rio, áreas perto do palco podem chegar a 100–120 dB. A 100 dB, o tempo de exposição sem proteção cai de 8 horas para cerca de 15 minutos. Não é alarmismo: dano auditivo pode ser cumulativo e irreversível. 🧵

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A lógica é simples — e pouco intuitiva: pequenas altas nos decibéis representam grande aumento de energia sonora. O parâmetro internacional é 85 dB por até 8 horas; em 100 dB, esse “orçamento” diário se esgota rapidamente.

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Depois do show, zumbido, ouvido “entupido” ou audição abafada não deveriam ser tratados como parte normal da diversão. São sinais de superexposição. Se persistirem, vale procurar avaliação com otorrino ou fonoaudiólogo.

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O problema é coletivo: a OMS estima que mais de 1,1 bilhão de pessoas de 12 a 35 anos estejam em risco por práticas de escuta inseguras. Ainda assim, pesquisa da GAES aponta que 60% dos jovens não se preocupam com a saúde auditiva.

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Proteção não significa curtir menos. Protetores auriculares próprios para música reduzem o volume sem necessariamente distorcer tanto o som. Ficar longe — e nunca na frente — das caixas também diminui bastante a carga sonora.

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Uma estratégia prática: a cada hora de música intensa, faça 10 a 15 minutos de pausa em área mais silenciosa. E evite somar o festival a fones no volume alto na volta para casa: o ouvido não “zera” a exposição entre uma faixa e outra.

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Festivais poderiam tratar zonas de descanso acústico, informação clara sobre dB e distribuição acessível de protetores como parte básica da experiência. O melhor show é aquele que continua audível — hoje e daqui a décadas.

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