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Encontro-chave após derrubada da MP que abriu um buraco fiscal. O que está em jogo vai além dos números ⚖️

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Haddad se reúne hoje com Davi Alcolumbre para discutir as bases do Orçamento de 2026 📌🧵 O encontro vem após o Congresso derrubar a MP que previa aumento de impostos como alternativa ao IOF — deixando um rombo estimado em R$46 bilhões em dois anos.

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O PLDO, que orienta o Orçamento do ano seguinte, está parado na comissão há semanas. A votação foi adiada a pedido de Haddad para discutir receitas frustradas. Isso é técnica de negociação ou sinal de descoordenação na preparação fiscal do governo?

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Com a rejeição da MP, o governo precisa cobrir R$46 bi em dois anos — via realocação, endividamento ou cortes. Há risco concreto de que políticas sociais, investimentos em saúde/educação e proteção trabalhista sejam impactados. Quais prioridades serão sacrificadas?

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Governo articula empréstimo com bancos; há também notícia de que os Correios calculam precisar de R$20 bi para fechar as contas. Empréstimos pulverizam obrigações no curto prazo, mas podem ampliar dependência do setor financeiro e onerar o caixa público no médio prazo.

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Um empréstimo bancário acende duas alertas: custo fiscal e influência do setor privado nas decisões públicas. Transparência, cláusulas que protejam emprego e manutenção de serviços essenciais são imprescindíveis para evitar ajuste regressivo.

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Os Correios pedindo R$20 bi não é só conta contábil: reflete tensões sobre universalidade do serviço, acesso em áreas remotas e a capacidade do Estado de sustentar serviços que reduzem desigualdades. Qual é a alternativa — cortes, privatização ou reestruturação com garantia social?

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Este encontro entre Executivo e Senado será um teste de governança: negociar receitas sem sacrificar direitos e serviços básicos exige estratégia e debate público. A votação do PLDO que vem por aí vai mostrar se o ajuste será justo ou concentrará custos sobre os mais vulneráveis.

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