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Dois irmãos sequestraram uma família para arrancar mais de US$ 8 milhões em cripto. O caso expõe a alta dos chamados ataques wrench. 🔐

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Dois irmãos do Texas foram condenados a até 15 anos e meio de prisão após sequestrarem uma família para roubar criptomoedas. O valor levado passou de US$ 8 milhões. E o caso mostra um risco bem real da autocustódia: o ataque pode sair da tela. 🔐🧵

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Raymond Christian Garcia recebeu 180 meses de prisão. Isiah Angelo Garcia, 186 meses. Os dois se declararam culpados pelo crime que aconteceu em setembro de 2025, em Grant, Minnesota.

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Segundo documentos judiciais, eles viajaram do Texas até Minnesota e invadiram a casa da vítima armados. A família foi amarrada com braçadeiras plásticas e mantida sob ameaça por mais de nove horas.

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A exigência era direta: acesso às contas de cripto. Como não encontraram o montante que esperavam, obrigaram a vítima a dirigir até uma cabana no norte do estado para buscar mais ativos em outros dispositivos.

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No fim, passaram de US$ 8 milhões em criptomoedas. A fuga acabou quando o filho da vítima conseguiu ligar para o 911. Os irmãos foram identificados e presos perto de Houston.

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Isso entra na categoria de “ataque wrench”: em vez de hackear uma carteira, criminosos usam coação física para obter seed phrase, senha ou acesso a dispositivos. Não é falha da blockchain — é violência contra pessoas.

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O alerta está crescendo: a CertiK verificou 52 ataques wrench no mundo no 1º semestre de 2026, alta de 33% ante 2025. Invasões domiciliares saltaram de 1 para 20 casos divulgados publicamente.

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Cripto dá autonomia, mas segurança não pode depender só de cada pessoa virar especialista ou viver em alerta. Menos exposição pública de patrimônio, carteiras com limites e planos de emergência fazem diferença. A melhor proteção é não virar um alvo óbvio.

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