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Resumo em 10 segundos

📊 A pesquisa Quaest revela uma mudança importante: Douglas Ruas avança entre independentes e direita não bolsonarista, enquanto Paes ainda preserva vantagem ampla em campos-chave.

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Douglas Ruas reduziu a distância para Eduardo Paes na corrida pelo governo do Rio — mas seu avanço não veio do núcleo bolsonarista. 📊🧵 A pesquisa Quaest indica que a disputa começa a ser decidida por eleitores fora das bases mais fiéis.

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Ruas foi de 18% para 23% no levantamento. O dado mais revelador, porém, é a origem desse crescimento: entre bolsonaristas, ele permaneceu em 50%, mesmo após investir na associação com Flávio Bolsonaro.

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Na direita não bolsonarista, Ruas saltou de 38% para 49% e ultrapassou Paes, que marcou 21%. A margem de erro nesse segmento é de seis pontos: é um movimento relevante, mas que pede cautela antes de virar certeza eleitoral.

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Entre os independentes — pouco mais de um terço da amostra — Ruas subiu de 9% para 17%. Paes caiu de 40% para 32%. Como esse grupo costuma decidir eleições, a oscilação expõe um alerta concreto para o ex-prefeito.

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Paes ainda mostra força nas identidades políticas mais consolidadas: tem 63% entre lulistas e 66% na esquerda não lulista. Já Ruas mantém 50% entre bolsonaristas. O desafio dos dois é falar com quem rejeita a polarização.

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A questão central não é só quem lidera hoje, mas qual proposta alcança o Rio cotidiano: segurança com controle e prevenção, transporte, saúde, emprego e redução das desigualdades territoriais. Voto independente tende a cobrar entrega, não apenas alianças.

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O crescimento de Ruas sugere que o bolsonarismo, sozinho, pode não ser suficiente — e que Paes não pode depender apenas de sua base progressista. No Rio, a próxima fase da campanha será uma disputa pela confiança de quem ainda não se sente representado.

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