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Moscou recebeu representantes do Talibã, China, Índia, Irã e vizinhos para discutir segurança, drogas e ajuda humanitária. O tabuleiro regional está mudando 🌍

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A Rússia reuniu o Talibã, China, Índia, Irã, Paquistão e países da Ásia Central em Moscou para falar sobre o Afeganistão 🌍🧵 No centro da conversa: segurança, combate ao extremismo, narcotráfico e ajuda humanitária.

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O encontro teve um peso simbólico enorme: a delegação foi liderada pelo chanceler talibã, Amir Khan Muttaqi. Moscou reconheceu formalmente o governo do Talibã em julho de 2025 — tornando-se o primeiro país a dar esse passo.

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Sergey Lavrov aproveitou para atacar a presença militar ocidental na região. Disse que qualquer infraestrutura da OTAN no Afeganistão ou nos países vizinhos é “categoricamente inaceitável” para a Rússia.

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A fala vem carregada de história: a União Soviética travou uma guerra de 10 anos no Afeganistão e retirou suas tropas em 1989. Depois, EUA e OTAN ficaram duas décadas no país e saíram em 2021, quando o Talibã retomou o poder.

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Moscou elogiou o Talibã pelo combate ao Estado Islâmico e ao tráfico de drogas, além de citar cooperação militar entre os dois lados. Para os vizinhos, estabilidade no Afeganistão não é detalhe: envolve fronteiras, refugiados e comércio.

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Mas reconhecimento diplomático não apaga as questões difíceis. Desde 2021, o Talibã impôs fortes restrições a mulheres e meninas, inclusive no acesso à educação e ao trabalho. Ajuda humanitária e diálogo precisam caminhar com proteção de direitos básicos.

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O recado do encontro é bem claro: enquanto o Ocidente se afastou, Rússia e potências asiáticas estão ocupando espaço na mesa afegã. E o futuro do país vai depender não só de segurança, mas de condições reais para sua população viver com dignidade.

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