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Resumo em 10 segundos

Ancestralidade, alimentação, comunidade e pertencimento também são cuidado em saúde mental. 🧠🌿

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Saberes indígenas estão ajudando a ampliar a formação de profissionais de saúde mental na Fiocruz Brasília. 🌿🧠 Em um encontro com residentes, representantes do povo Yepá-Mahsã compartilharam práticas de cuidado baseadas em ancestralidade, comunidade e pertencimento. 🧵

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A atividade faz parte da disciplina “Notáveis Invisíveis”, da Residência Multiprofissional em Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas. A proposta é simples — e potente: reconhecer que o cuidado não está só nos consultórios, protocolos e diagnósticos.

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Participaram Hellen Kariú, Iremiri Luivan Tukano, Shirlene Tukano e Assunta Tukano, da Casa de Cultura Bahsakewii, no DF. Elas levaram ao encontro vivências do povo Yepá-Mahsã sobre modos de viver e sustentar a saúde nos territórios.

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Mas o que isso significa na prática? Saúde mental não é apenas tratar o sofrimento quando ele aparece. Também envolve vínculos, alimentação, convivência, identidade cultural, redes de apoio e condições para que as pessoas se sintam parte de uma comunidade.

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A disciplina inverte uma lógica comum na formação em saúde: em vez de comunidades serem apenas “objeto de estudo”, passam a ocupar o lugar de quem ensina. É uma forma de valorizar conhecimentos populares, territoriais e experienciais como saberes legítimos.

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Segundo a coordenação, muitos modos de produzir saúde já existem nos territórios, mas nem sempre chegam aos serviços. Escutá-los pode ajudar profissionais a enxergar além da doença e a construir cuidados mais próximos da realidade de cada pessoa.

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Isso não substitui atendimento psicológico, psiquiátrico ou políticas públicas: soma perspectivas. Uma rede de saúde mental forte precisa combinar ciência, acesso universal e escuta culturalmente respeitosa — especialmente em um país de enorme diversidade.

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A lição central é direta: cuidar da mente também é fortalecer pertencimento e coletividade. Quando a formação em saúde aprende a escutar quem historicamente foi silenciado, o cuidado pode se tornar mais humano, amplo e efetivo.

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