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🇮🇶 A retirada americana das bases restantes no Iraque eleva a preocupação com a estabilidade regional, milícias apoiadas pelo Irã e a possível reorganização do Estado Islâmico. 🧵

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🇮🇶 As forças dos EUA deixaram nesta quarta-feira suas bases restantes no Iraque, segundo a Reuters. A saída reacende o temor de um vácuo de segurança — em um país ainda pressionado por milícias armadas e células do Estado Islâmico. 🧵

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A presença americana no Iraque foi marcada por duas décadas de guerra, combate ao Estado Islâmico e forte controvérsia política. O fim da missão em bases remanescentes transfere mais responsabilidade às forças e instituições iraquianas.

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O principal receio é que grupos armados apoiados pelo Irã ganhem ainda mais espaço. Essas milícias já têm influência militar e política no país, o que torna a transição um teste para a soberania e a estabilidade do governo de Bagdá.

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Outro risco citado é a capacidade de reorganização do Estado Islâmico. Embora o grupo não controle mais vastos territórios como em 2014, suas células continuam ativas em áreas rurais e podem explorar falhas de inteligência e coordenação.

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A retirada não elimina automaticamente a cooperação entre Washington e Bagdá. Mas reduz a presença militar direta dos EUA e muda o equilíbrio entre atores locais, Irã, países vizinhos e a coalizão internacional contra o extremismo.

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Para a população iraquiana, o desafio vai além da disputa geopolítica: segurança duradoura depende de instituições públicas capazes, proteção de civis, oportunidades econômicas e controle democrático sobre grupos armados.

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O futuro da transição será medido menos pelo número de soldados que saem e mais pela capacidade do Iraque de evitar que o vazio seja ocupado por facções ou grupos extremistas. A estabilidade regional segue em jogo.

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