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Ricardo Salles retirou sua candidatura e declarou apoio a Derrite e André do Prado. Entenda o cálculo eleitoral por trás da decisão. 🗳️

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Ricardo Salles (Novo) desistiu da disputa ao Senado por São Paulo e anunciou apoio a Guilherme Derrite e André do Prado. O gesto, ao lado de Tarcísio de Freitas, busca reorganizar o campo da direita na reta final. 🗳️🧵

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Primeiro, o básico: São Paulo elegerá duas pessoas para o Senado. Por isso, cada eleitor pode votar em dois nomes — e alianças tentam evitar que candidaturas parecidas dividam votos entre si.

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A justificativa pública foi a “unidade”. Salles disse que diferenças pessoais ficam em segundo plano diante do cenário nacional. Tarcísio argumentou que menos candidaturas no mesmo campo reduzem a dispersão de votos.

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O fator decisivo parece ser eleitoral. No Datafolha de 24 de setembro, Salles tinha 4%, atrás de Marina Silva (15%), Simone Tebet (14%), Derrite (12%) e André do Prado (12%).

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Na Quaest divulgada em 23 de setembro, o quadro também era desfavorável a Salles: 3%. Derrite aparecia com 16%, Marina com 13%, Tebet com 12% e André do Prado com 8%.

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Em outras palavras: retirar uma candidatura com baixa intenção de voto pode fortalecer aliados, mas não transfere votos automaticamente. Eleitores têm preferências próprias, e uma eleição com duas vagas torna a matemática ainda mais aberta.

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A mudança chama atenção também porque Salles havia criticado André do Prado, dizendo que ele não representava a direita por articulações políticas na Alesp. Agora, ambos estarão no mesmo palanque.

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A lição é simples: alianças eleitorais podem mudar rápido quando as pesquisas apertam. Mas o Senado decide leis, orçamento e políticas públicas por oito anos — por isso, propostas e compromisso com a população importam além da estratégia de campanha.

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