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🇪🇸 Pedro Sánchez dissolveu o Parlamento e levou a Espanha às urnas em 29 de novembro. A crise da moradia pode redefinir uma disputa marcada por alianças frágeis e polarização. 🧵

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🇪🇸 Pedro Sánchez dissolveu o Parlamento e antecipou as eleições gerais da Espanha para 29 de novembro de 2026. A aposta é arriscada: transformar uma crise de governabilidade em mandato renovado — com a moradia no centro da campanha. 🧵

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O gatilho foi parlamentar. Sem maioria própria, o governo dependia de alianças instáveis; partidos separatistas como o Junts se juntaram à direita para derrubar decretos habitacionais. Quando cada votação vira uma negociação de sobrevivência, governar deixa de ser previsível.

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Sánchez repete uma lógica usada em 2023: ir às urnas antes que o desgaste se acumule até 2027. Escândalos de corrupção, pressão migratória e derrotas legislativas poderiam corroer o governo por meses. A antecipação tenta trocar paralisia por uma escolha direta do eleitor.

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A principal cartada é a crise imobiliária. O governo quer associar o encarecimento dos aluguéis à presença de grandes fundos no mercado e defender regras mais fortes de proteção a inquilinos. A morte de Maricarmen Abascal, após um despejo em Madri, deu dimensão humana ao debate.

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Mas há um teste de coerência: usar a moradia como bandeira exige mais do que discurso. Sem ampliar habitação pública, conter especulação e garantir proteção contra despejos, a pauta pode parecer apenas eleitoral. O problema afeta jovens, idosos e trabalhadores, não só uma base partidária.

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A oposição, liderada pelo Partido Popular e pelo Vox, deve priorizar imigração, segurança e corrupção. O embate revela duas leituras do país: uma eleição sobre custo de vida e desigualdade, ou sobre controle migratório e ordem pública. A pergunta decisiva é qual ansiedade falará mais alto nas urnas.

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As pesquisas apontam vantagem consistente do Partido Popular, mas uma vitória eleitoral não resolve automaticamente o quebra-cabeça: a Espanha continua fragmentada e coalizões serão decisivas. Em 29 de novembro, estará em jogo não só quem governa, mas qual crise o país considera mais urgente enfrentar.

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