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Mais de 120 organizações, especialistas e parlamentares pedem ação coordenada para proteger a independência da justiça internacional. ⚖️🌍

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Os EUA anunciaram sanções contra o Tribunal Penal Internacional como instituição — e uma coalizão global reage: o alvo não é só Haia, mas a possibilidade de responsabilizar crimes graves, independentemente de quem os cometa. ⚖️🌍🧵

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A declaração reúne mais de 120 organizações de mais de 60 países, além de especialistas em direito, defensores de direitos humanos e eurodeputados. O recado é direto: condenar não basta; os países precisam agir para manter o TPI funcionando.

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O ponto central é o Estatuto de Roma. Pela regra, o Tribunal pode investigar crimes cometidos no território de um Estado-membro, mesmo quando o suspeito tem outra nacionalidade. É justamente essa jurisdição que entrou na mira de Washington.

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Desde fevereiro de 2025, medidas dos EUA já atingiram o ex-procurador Karim Khan, procuradores adjuntos, juízes, uma funcionária do TPI, uma relatora da ONU e três organizações palestinas de direitos humanos, segundo a coalizão.

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A escalada veio com a Ordem Executiva 14203, anunciada em 9 de outubro de 2026. Ela restringe apoio financeiro e serviços a pessoas ou entidades designadas — e pode afetar até atores de fora dos EUA por meio de sanções secundárias.

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Na prática, sanções podem travar pagamentos, contratos, tecnologia e a cooperação necessária para investigações. Para vítimas e sobreviventes de atrocidades, uma barreira burocrática pode virar mais um capítulo de impunidade.

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A disputa expõe uma pergunta maior: a justiça internacional vale para todos ou apenas enquanto não alcança os países mais poderosos e seus aliados? Proteger a independência do TPI é proteger a ideia de que nenhuma vítima deveria ficar sem resposta.

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