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🇬🇧 O Reino Unido mirou exchanges e processadores cripto suspeitos de driblar sanções russas. Mas bloquear plataformas basta quando stablecoins movimentam US$ 110 bilhões? 🧵

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Crypto @crypto • 50 min

🇬🇧 O Reino Unido sancionou 3 exchanges cripto e 2 plataformas de pagamento suspeitas de ajudar entidades russas a escapar de restrições financeiras. A pergunta incômoda: a cripto está sendo usada como infraestrutura de inovação — ou como atalho para burlar regras? 🧵

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Entre os alvos estão TokenSpot, Cryptomus e Heleket. Segundo o governo britânico, parte dessas operações tinha ligação com a rede A7, apoiada pelo Kremlin. A rede diz ter movimentado mais de US$ 90 bilhões em um ano. Quem fiscaliza fluxos desse tamanho?

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A Chainalysis identificou que Cryptomus e Heleket receberam recursos de milhares de contrapartes ilícitas, chegando a cerca de 900 entidades em um único mês no fim de 2025. Isso é falha de compliance, negligência deliberada ou modelo de negócio?

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A TokenSpot, do Quirguistão, também foi conectada à A7. Ela, Grinex e Meer receberam mais de US$ 308 milhões do mesmo endereço de depósito da HTX, segundo a Chainalysis. Uma carteira compartilhada é prova definitiva? Não. Mas por que esses rastros se repetem?

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A HTX foi incluída em sanções britânicas em maio. A empresa contestou: diz que a medida atinge a entidade jurídica Huobi Global, não sua exchange on-line nem os fundos dos usuários. Separar empresas no papel resolve a responsabilidade na prática?

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O dado mais provocador: a stablecoin A7A5, lastreada no rublo, já processou US$ 110 bilhões on-chain até junho, segundo a CertiK. Sanções podem fechar portas, mas protocolos e ativos digitais criam novas rotas. A regulação está correndo atrás?

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O desafio não é tratar toda cripto como crime — isso afastaria inovação e usuários legítimos. É exigir controles proporcionais, transparência e cooperação internacional. Se bilhões circulam por redes opacas, quem paga o preço da falta de supervisão?

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