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Resumo em 10 segundos

🚰 São 31 leilões previstos e uma corrida por infraestrutura essencial. A oportunidade é gigante, mas juros altos e projetos sem interessados mostram que não basta anunciar.

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O saneamento brasileiro pode receber R$ 66,3 bilhões em novos investimentos até 2028 🚰🧵 A previsão é de 31 leilões no período — um mercado enorme para resolver um problema que ainda tira saúde e dignidade de muita gente.

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Segundo a ABCON, sete desses leilões serão regionais: devem envolver 631 municípios e cerca de 19 milhões de pessoas. Na prática, estamos falando de redes de água, coleta de esgoto, tratamento e obras que costumam levar anos para sair do papel.

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A meta do Marco Legal é ambiciosa: até 2033, levar água potável a 99% da população e coleta + tratamento de esgoto a 90%. É o tipo de meta que parece técnica, mas muda o cotidiano: menos doenças, rios menos poluídos e mais qualidade de vida.

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Só que o caminho não está livre. Em Rondônia, um leilão com previsão de R$ 8,5 bilhões em investimentos foi suspenso após não receber propostas. Isso mostra que nem todo projeto consegue atrair capital nas condições atuais.

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Tem uma combinação pesando: incerteza eleitoral, juros altos e empresas que assumiram metas pesadas de investimento nos últimos anos. Com crédito caro, investidores ficam mais seletivos — e as concessões precisam ter risco e retorno bem calibrados.

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A entrada privada acelerou depois das mudanças regulatórias de 2020, num setor antes dominado por estatais. Mas o debate não deveria ser só “público ou privado”: o essencial é contrato transparente, fiscalização forte e serviço chegando a quem mais precisa.

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Saneamento segue no radar do project finance, ao lado de transportes, portos e logística. Faz sentido: é infraestrutura básica, com demanda permanente. Mas R$ 66,3 bilhões só serão uma boa notícia quando virarem água segura e esgoto tratado de verdade.

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