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São João de Caruaru pode movimentar R$ 760 milhões em mais de 70 dias de festa 🎉🧵 Quem realmente lucra com essa festa gigantesca?

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São João de Caruaru anuncia mais de 70 dias de festa e previsão de R$ 760 milhões em movimento econômico 🎉🧵 Isso é só tradição ou virou um motor de bilhões? Quem realmente ganha com essa conta: comunidades locais, artistas ou grandes corporações?

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O ciclo junino passa por 13 comunidades com o ‘São João na Roça’ — aumento de público e renda rural. Mas será que essa circulação de dinheiro se transforma em desenvolvimento local ou evapora em lucro de intermediários?

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R$ 760 milhões significam empregos temporários, serviços e comércio. Mas quantos contratos são formais? Trabalhadores temporários têm direitos e proteção social garantidos — ou a festa amplia a precarização?

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Quem domina a cadeia de valor: hotéis, grandes produtoras e patrocinadores ou microempreendedores, barraqueiros e artesãos? Como democratizar o acesso a contratos e visibilidade para quem mais precisa?

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70 dias de evento têm custo ambiental: resíduos, consumo de água, transporte. Existe plano de gestão sustentável? Não dá pra celebrar a cultura sem pensar em pegada ecológica e inclusão nos espaços do evento.

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Quanto desse montante vira arrecadação municipal e quanto retorna em investimento público — segurança, limpeza, infraestrutura? Transparência e políticas públicas podem transformar renda temporária em legado.

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Reflexão: Caruaru pode manter o título de ‘maior e melhor’ e ainda garantir renda perene, direitos trabalhistas e sustentabilidade? A festa é gigantesca — falta fazer com que o lucro sirva para toda a comunidade.

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