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Resumo em 10 segundos

A rede municipal passou de 280 para 414 nutricionistas em cinco anos. 📈 O avanço importa, mas alimentação saudável ainda depende de renda, território e cuidado contínuo.

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São Paulo elevou de 280 para 414 o número de nutricionistas nas UBSs desde 2021: alta de quase 48%. 📈 No Dia Mundial da Alimentação, o dado celebra um reforço importante do SUS — e abre uma pergunta: ele chega, com regularidade, a quem mais precisa? 🧵

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O nutricionista na atenção básica não está ali só para “passar dieta”. Faz consultas, visitas a pessoas acamadas, grupos educativos, vigilância nutricional e trabalho conjunto com outras áreas. É cuidado antes que diabetes, hipertensão ou desnutrição se agravem.

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A lógica é potente: prevenir custa menos — em sofrimento e em recursos públicos — do que tratar complicações evitáveis. Mas ampliar profissionais precisa vir acompanhado de agenda disponível, equipes completas e continuidade do acompanhamento nas periferias.

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Outro ponto central: alimentação saudável não pode virar uma lista de proibições desconectada da vida real. Renda, tempo para cozinhar, oferta de alimentos no bairro e condições de trabalho influenciam o prato tanto quanto a informação.

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Na UBS Vila Constância, a nutricionista Cátia Guerbali destaca orientações adaptadas a cada paciente, inclusive para cicatrização em pessoas com diabetes. Proteína adequada, por exemplo, pode fazer diferença clínica — desde que o plano seja viável no orçamento da família.

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Aproveitar talos e folhas, variar preparos e reduzir desperdício são estratégias úteis: melhoram o uso dos alimentos e podem aliviar o bolso. Mas não substituem políticas de segurança alimentar; criatividade doméstica não deve ser a resposta à falta de acesso.

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414 nutricionistas representam avanço concreto para a saúde pública paulistana. O próximo indicador decisivo não é só quantos profissionais existem, mas quantas pessoas conseguem manter uma alimentação adequada, acessível e compatível com sua realidade.

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