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Quase 80% dos lançamentos de julho na capital tinham até 34 m². 📉🏙️ O boom dos compactos revela uma mudança real de demanda — e um limite duro do mercado.

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Apartamentos de até 34 m² foram quase 80% dos lançamentos em São Paulo em julho: 9,1 mil de 11,7 mil unidades. 🏙️🧵 Mas isso é inovação para morar melhor ou a adaptação do mercado a uma cidade cada vez mais cara?

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O dado não é pontual: desde 2023, mais de 265 mil unidades de até 34 m² foram lançadas na capital. Hoje, elas já são 51% do estoque novo. Quando o limite sobe para 39 m², a fatia chega a 70,5%. Que tipo de cidade esse portfólio está desenhando?

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A conta empresarial é clara: terrenos bem localizados são escassos e caros. Nos eixos de transporte, o zoneamento permite construir mais; fora deles, o potencial é menor. Resultado: unidades menores ajudam a viabilizar projetos. Mas viabilizam moradia confortável para quem?

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O Minha Casa, Minha Vida também mudou esse mercado: subsídios, renda elegível maior e limites de preço ampliaram o público dos compactos. A MRV diz ter mais de 99% do estoque paulistano enquadrado no programa. Política habitacional está virando motor central das incorporadoras?

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A MRV lançou 3.910 apartamentos em São Paulo em 2026 e prevê mais 921 até o fim do ano. Em 2025, 76% de seus lançamentos tinham até 39 m². Famílias menores e lares de uma pessoa explicam parte da procura — mas preço e falta de alternativas explicam quanto?

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Para compensar a metragem, construtoras apostam em ambientes integrados, varandas e mais lazer coletivo: a média de itens nas áreas comuns da MRV subiu de 5 para cerca de 10. A pergunta decisiva: área compartilhada amplia qualidade de vida ou substitui espaço privado que ficou inacessível?

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