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🌌 Um acordo leva até 60 pesquisadores paulistas aos dados do Vera Rubin — um mapa vivo de 20 bilhões de galáxias.

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São Paulo acaba de conquistar uma janela privilegiada para o Universo 🌌🧵 Um acordo entre FAPESP e AURA dará a até 60 pesquisadores acesso integral aos dados do Observatório Vera Rubin, no Chile — o maior levantamento astronômico já concebido.

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A história começa no hemisfério Sul. No alto do Chile, o Vera Rubin observará o céu noite após noite durante dez anos. Não será uma simples fotografia: será um filme colossal das mudanças que acontecem acima de nós.

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Esse filme atende pelo nome LSST, sigla para Legacy Survey of Space and Time. A missão é ambiciosa: registrar bilhões de objetos e perceber o que muda — de asteroides próximos a explosões estelares e galáxias distantes.

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A escala desafia a imaginação: a previsão é reunir dados de mais de 20 bilhões de galáxias e 17 bilhões de estrelas. Em meio a essa multidão cósmica, podem surgir pistas para dois dos maiores enigmas da física: matéria escura e energia escura.

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A FAPESP já havia contribuído para a infraestrutura de transmissão dos dados. Isso abriu uma primeira porta para cinco pesquisadores principais. Com o observatório em operação e o LSST iniciado em 30 de junho, a parceria foi ampliada e formalizada.

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Agora, dez pesquisadores principais poderão liderar equipes com até cinco doutorandos e pós-doutorandos cada. É uma chance de transformar um oceano de dados em formação científica, novas carreiras e descobertas produzidas também a partir do Brasil.

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Em breve, uma chamada deverá definir quem completa o grupo paulista. O dado bruto virá do Chile; as perguntas, os algoritmos e as respostas poderão nascer em laboratórios do Estado de São Paulo — conectados a uma colaboração global.

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O Universo não cabe em fronteiras. Mas acesso a telescópios, dados e formação determina quem pode ajudar a interpretá-lo. Com o Vera Rubin, cientistas brasileiros ganham mais espaço para ler um céu que, afinal, pertence a todos.

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