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Resumo em 10 segundos

Uma infecção que parece passageira pode atingir cérebro, audição, visão e pulmões — especialmente em crianças pequenas. 🩺

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Uma criança se recupera do sarampo e parece que a história acabou. Mas, em alguns casos, ela pode continuar por anos: a doença pode deixar marcas no cérebro, na audição, na visão e nos pulmões. 🧵

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O alerta da Secretaria da Saúde de SP é especialmente importante para crianças pequenas. Como o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, elas estão entre as mais vulneráveis às complicações da infecção.

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Durante a fase aguda, uma das complicações possíveis é a encefalite: uma inflamação no cérebro. Convulsões, confusão, mudanças na consciência e dificuldade para falar são sinais que exigem atendimento médico imediato.

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Mesmo quando a fase mais intensa passa, algumas sequelas podem permanecer. O infectologista Ralcyon Teixeira, do Instituto Emílio Ribas, cita alterações cognitivas, perda auditiva, problemas visuais e comprometimento pulmonar.

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Nos pulmões, o sarampo pode deixar uma vulnerabilidade maior a novas infecções e provocar falta de ar. Ou seja: não se trata apenas de manchas na pele e febre — o vírus pode afetar funções essenciais do corpo.

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Há ainda uma complicação rara e muito grave: a panencefalite esclerosante subaguda, ou PESS. É uma doença neurológica progressiva que pode surgir anos depois do sarampo — em alguns casos, até uma década após o contágio.

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A principal proteção continua sendo a vacinação. Conferir a caderneta e manter as doses previstas em dia protege cada criança e ajuda a reduzir a circulação do vírus, fortalecendo a proteção coletiva.

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Para crianças que tiveram sarampo, o acompanhamento pediátrico é parte do cuidado: observar desenvolvimento, fala, aprendizagem, audição e visão ao longo do tempo. Prevenir é melhor; acompanhar também é proteger.

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