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Resumo em 10 segundos

A cobertura com duas doses segue abaixo de 80%, enquanto surtos avançam nas Américas. Até quando vamos tratar uma doença evitável como ameaça distante? 💉

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Nenhum estado brasileiro chegou à meta de 95% contra o sarampo — e a cobertura nacional com duas doses está abaixo de 80%. Como uma doença evitável pode voltar a ameaçar crianças em pleno 2026? 💉🧵

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A meta de 95% não é burocracia: ela reduz a chance de o vírus encontrar pessoas suscetíveis e voltar a circular de forma sustentada. Se falta proteção coletiva, quem fica mais exposto quando o vírus chega?

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Duas doses da tríplice viral protegem mais de 97% contra o sarampo. A primeira já oferece entre 94% e 96%. Então por que tantas cadernetas ainda ficam incompletas justamente até os 2 anos, período ideal para imunizar?

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Há um alerta nas fronteiras: países vizinhos somam mais de 20 mil casos. O Peru registra cerca de 3 mil, e a Bolívia vive descontrole, segundo o Ministério da Saúde. Vírus respeita fronteira? Não. A vigilância pode relaxar? Também não.

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Ceará (86,69%), Paraná (86,76%) e Minas Gerais (86,05%) lideram a cobertura em 2025, mas ainda estão longe da meta. Amapá (63,59%), Pará (67,02%) e Maranhão (69,66%) revelam um abismo: acesso à vacina é igual para todas as famílias?

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Desinformação e baixa percepção de risco ajudam a explicar a queda. Mas culpar só indivíduos resolve? Horários ampliados, busca ativa, comunicação confiável e equipes bem estruturadas fazem diferença para quem trabalha, mora longe ou enfrenta barreiras no atendimento.

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O Brasil recuperou em 2024 o status de livre da circulação endêmica do sarampo. Mantê-lo depende de algo simples, mas coletivo: vacina disponível, informação confiável e duas doses em dia. Esperar o surto para agir é uma escolha cara demais.

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