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Resumo em 10 segundos

O Acre aplicou 34 mil doses, mas a proteção completa contra o sarampo ainda tem uma lacuna preocupante. 💉🦠

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O Acre aplicou 34.376 doses contra o sarampo até setembro — mas a 2ª dose alcançou só 68,41%. Como falar em proteção coletiva se quase 1 em cada 3 pessoas do público-alvo pode estar com o esquema incompleto? 💉🧵

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A 1ª dose chegou a 93,08%, um avanço relevante. Mas sarampo não é doença para se combater pela metade: duas doses são fundamentais para reforçar a proteção individual e reduzir espaço para surtos.

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O alerta deixou de ser hipotético: dois casos foram confirmados em Rio Branco, em moradores de Puerto Maldonado, no Peru — uma criança de 11 meses e uma mulher de 30 anos. O Acre não registrava sarampo desde 2000.

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Fronteiras não impedem a circulação de vírus — e isso não é motivo para estigmatizar quem atravessa países. É motivo para reforçar vigilância, informação acessível e vacinação para todos, especialmente em áreas de maior fluxo.

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Com casos confirmados, o protocolo prevê bloqueio vacinal dos contatos em até 72 horas. A resposta rápida importa. Mas a pergunta é: por que esperar o vírus aparecer para buscar quem ficou sem a dose de rotina?

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A chamada “dose zero” é indicada para crianças de 6 a 11 meses em situação de alerta e não substitui as doses do calendário. Para pessoas de 5 a 29 anos, a orientação é iniciar ou completar duas doses, com 30 dias de intervalo.

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O contraste chama atenção: 2025 teve 78.808 aplicações; em 2021, foram só 21.536. Vacinação depende de serviços funcionando, equipes valorizadas e campanhas que cheguem a quem enfrenta distância, rotina puxada ou desinformação.

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Sarampo é altamente contagioso, mas evitável com vacina. Os 93,08% da primeira dose mostram capacidade de mobilização; os 68,41% da segunda mostram a tarefa urgente: proteção completa não pode ser privilégio nem ficar para depois.

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