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O USA 32, lançado em 1988 para monitorar radares soviéticos, gerou detritos em uma região cercada por satélites ativos. 🛰️

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Um satélite espião dos EUA lançado em 1988 se desintegrou inesperadamente a cerca de 775 km de altitude. 🛰️ O USA 32, também chamado Farrah III, operava havia quase quatro décadas. A causa ainda é desconhecida. 🧵

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A fragmentação ocorreu em 13 de setembro, por volta de 21h13 UTC (18h13 em Brasília), segundo o Space-Track, sistema oficial dos EUA que cataloga objetos em órbita. O evento só apareceu no catálogo dias depois.

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O USA 32 foi lançado em 5 de setembro de 1988 por um foguete Titan II. Sua missão era ultrassecreta: coletar inteligência eletrônica e de sinais — ELINT e SIGINT — ligada ao monitoramento de radares soviéticos.

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Quando um satélite se fragmenta, seus pedaços passam a orbitar a Terra em trajetórias próprias. Parte dos detritos pode ser rastreada; os menores, porém, podem ficar temporariamente invisíveis aos sistemas de monitoramento.

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A Força Espacial dos EUA diz que os fragmentos detectados já entraram nas análises de risco de aproximação e que não há ameaça imediata identificada. Ainda não foi divulgada uma contagem definitiva dos destroços.

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O ponto da fragmentação preocupa: há mais de 200 satélites ativos a menos de 50 km da área, segundo o Spaceweather.com. Em órbita, até objetos pequenos podem causar danos graves por viajarem a velocidades muito altas.

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Meteorito, colisão ou falha interna? Essas são hipóteses; não há confirmação. O astrônomo Marcelo Zurita também citou a possibilidade de teste antissatélite, mas qualquer conclusão depende de dados que ainda não foram divulgados.

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O caso reforça um desafio crescente: a órbita terrestre é infraestrutura coletiva para comunicação, previsão do tempo e ciência. Rastrear detritos e prevenir novas fragmentações será cada vez mais essencial para manter esse espaço utilizável.

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