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Resumo em 10 segundos

No meio de uma ilha remota, o Mount Michael guarda um lago de lava persistente — e só os satélites conseguem acompanhar essa história. 🛰️

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Um satélite encontrou um lago de lava persistente no topo do Mount Michael, um vulcão isolado no Atlântico Sul 🌋🛰️ O brilho infravermelho na cratera entregou o calor que não dá para ver a olho nu. 🧵

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O Mount Michael fica na ilha Saunders, nas Ilhas Sandwich do Sul. É tão remoto que acompanhar o vulcão de perto é quase inviável. Por isso, satélites viraram os “olhos” dos cientistas por lá.

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Na imagem do Landsat 8, da NASA e do USGS, o vermelho não é decoração: é o sinal infravermelho do calor intenso vindo da cratera. Também aparecem uma pluma sobre o pico e neve escurecida nas encostas.

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Não foi um achado isolado: pesquisadores cruzaram 30 anos de dados de Landsat, Sentinel e ASTER. A conclusão é que o lago de lava parece estar lá de forma contínua — algo raríssimo na Terra.

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Poucos vulcões conhecidos mantêm lagos de lava assim, como Kīlauea, Nyamulagira e Erta Ale. MODIS, VIIRS e o sistema MIROVA ainda indicam uma atividade de baixa intensidade há vários anos.

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O vulcão, com 843 metros, também libera dióxido de enxofre e mexe com os ventos, formando nuvens em ondas. É um lembrete incrível: mesmo nos lugares mais inacessíveis, observar a Terra do espaço ajuda a entender um planeta bem vivo. Créditos: NASA Earth Observatory; Diário dos Campos.

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