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Resumo em 10 segundos

O PL 3.514/2019 passou pela CCJC e aproxima a regulamentação de AIS e AISAN. 🩺🌿 Entenda por que isso vai além de uma formalidade.

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A Câmara concluiu a análise do PL 3.514/2019 na CCJC: a proposta regulamenta os Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN). 🩺🌿 Não é só burocracia: é reconhecer quem sustenta o cuidado onde o Estado muitas vezes chega tarde. 🧵

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AIS e AISAN atuam no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, o SasiSUS. Estão nos territórios, fazem ponte com as equipes de saúde e conhecem línguas, rotinas, distâncias e necessidades locais — fatores que um modelo padronizado costuma ignorar.

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Na prática, saúde indígena não se resume a consulta e remédio. Água segura, saneamento, prevenção, vigilância e comunicação culturalmente adequada definem se uma doença será contida ou se vai se espalhar.

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É justamente aí que os AISAN ganham peso: saneamento é saúde. Regulamentar a profissão ajuda a dar visibilidade a um trabalho essencial, frequentemente tratado como apoio, embora esteja na linha de frente da prevenção.

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O projeto foi apresentado por Joenia Wapichana, primeira mulher indígena eleita deputada federal e atual presidenta da Funai. A tramitação também teve apoio de Juliana Cardoso na Comissão de Saúde. Representação, aqui, virou resposta a uma demanda concreta dos territórios.

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O avanço na CCJC não encerra o caminho: a proposta ainda precisa seguir ao Senado e ser aprovada. O ponto crítico será transformar reconhecimento legal em condições reais: formação, remuneração, proteção trabalhista, estrutura e financiamento contínuo.

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Quando políticas de saúde escutam quem vive o território, o cuidado deixa de ser imposto de fora para dentro. A regulamentação de AIS e AISAN pode ser um passo decisivo para que o direito à saúde indígena exista também no cotidiano.

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