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Resumo em 10 segundos

🧠 No Dia Mundial da Saúde Mental, especialistas lembram: cuidado não é só diagnóstico. É escuta, pertencimento e condições dignas para reconstruir a vida.

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Saúde mental não cabe em um rótulo. 🧠🧵 No Dia Mundial da Saúde Mental, especialistas reforçam: ouvir sem julgar e incluir a pessoa nas decisões sobre seu cuidado pode mudar completamente o caminho do tratamento.

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Mas o que significa “escuta ativa”? Não é apenas deixar alguém falar. É prestar atenção, acolher o que foi vivido, fazer perguntas respeitosas e reconhecer que aquele sofrimento é real — mesmo quando não conseguimos enxergá-lo.

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Quando alguém é reduzido a “um diagnóstico”, sua história pode desaparecer. O cuidado mais humano considera desejos, vínculos, trabalho, moradia, família, cultura e os projetos de vida daquela pessoa.

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O psiquiatra Walter Oliveira, da UFSC, destaca o pertencimento: sentir-se parte de uma comunidade, sem ser rejeitado ou tratado como indesejável, é também uma dimensão importante da saúde mental.

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Essa visão se aproxima da abordagem recovery: mesmo diante de transtornos graves, é possível reconstruir uma vida com significado, apoio e autonomia. Recuperação não é uma linha reta — e não significa que todos terão o mesmo percurso.

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Para isso, a rede precisa existir perto de onde as pessoas vivem. UBS e CAPS fazem parte da RAPS e podem oferecer acolhimento antes que uma crise se agrave, conectando cuidado em saúde, família, território e assistência social.

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O relato do ativista Eduardo Real alerta para o custo da ausência dessa rede: sem atendimento psicossocial acessível no território, pessoas podem acabar em instituições marcadas por isolamento e violência, em vez de cuidado qualificado.

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A mensagem central é simples, mas profunda: ninguém deve enfrentar sofrimento psíquico sozinho, silenciado ou sem alternativas. Escuta, SUS fortalecido, direitos e condições dignas de vida também são formas de cuidado.

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