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Resumo em 10 segundos

🧠 O IPq abre as portas para falar de transtornos, estigma, TDAH e vício em bets. Mas as perguntas difíceis também precisam entrar.

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Saúde mental se resume a receber um diagnóstico? 🧠🧵 O IPq do Hospital das Clínicas da USP promove mais de 70 palestras para aproximar especialistas e população — com transtornos, estigma, TDAH e vício em bets no centro do debate.

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A 12ª edição do IPq Portas Abertas acontece em 11 de setembro, das 8h às 17h, no mês do Setembro Amarelo. Mas por que conversar sobre prevenção ainda parece exceção, quando o sofrimento psíquico faz parte do cotidiano de tanta gente?

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O médico Táki Cordás propõe uma distinção importante: saúde mental não é apenas ausência de doença. Estresse, ambiente, trabalho, relações e vulnerabilidades podem afetar qualquer pessoa. Estamos protegendo as pessoas antes que elas adoeçam?

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A abertura aborda vício em bets. Não é um tema periférico: apostas on-line provocaram saída líquida de R$ 62,5 bilhões dos orçamentos familiares brasileiros em 2025, segundo o Boletim Fiscal dos Estados. Quem lucra quando o jogo vira sofrimento?

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Falar de transtorno bipolar como espectro ajuda a reconhecer formas antes invisibilizadas. Mas como ampliar o acesso ao cuidado sem transformar toda oscilação de humor em doença? A psiquiatria precisa de escuta, contexto e critério.

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Com o TDAH, o dilema também é real: mais informação permite identificar crianças antes rotuladas de “preguiçosas”. Ao mesmo tempo, diagnósticos não podem substituir avaliação cuidadosa. Quem tem acesso a especialistas e acompanhamento contínuo?

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Combater o estigma exige mais que campanhas: exige informação confiável, acolhimento e serviços acessíveis. Pedir ajuda não é fraqueza. E saúde mental não deveria depender de renda, CEP ou da capacidade de enfrentar tudo sozinho.

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Talvez a pergunta central seja: estamos tratando apenas os sintomas ou encarando as condições que produzem sofrimento? Abrir as portas da psiquiatria é um passo — manter o diálogo aberto, todos os dias, é o desafio maior.

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