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🧠 Seminário na USP Ribeirão Preto coloca no centro as pressões acadêmicas e a rede de cuidado. A pergunta decisiva: quem sustenta quem está no limite?

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🧠 Em 10 de novembro, a USP Ribeirão Preto promove o seminário “Saúde Mental em Tempos de Incerteza”. O foco vai além do diagnóstico: acolhimento, pressões acadêmicas e conexão com a rede de saúde. 🧵

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O encontro ocorre das 18h às 21h, no Anfiteatro Ivo Torres da FEA-RP, e reúne estudantes, profissionais e comunidade. A proposta é relevante porque sofrimento psíquico não se resolve isolando a pessoa — exige escuta, vínculo e caminhos concretos de cuidado.

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A primeira provocação já é forte: “Quem cuida de quem precisa ser cuidado?”. Osmar A. Madalena e Renata B. Buccioli, da Associação Vicente de Paulo, abordam o acolhimento humanizado. Humanizar, na prática, significa não reduzir pessoas a prontuários ou crises.

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Depois, psicóloga Edilene Bernardes e médico Alcion Sponholz Junior discutem o cotidiano universitário. Cobrança por desempenho, insegurança financeira, sobrecarga e solidão podem se acumular — e tratar isso como mera “falta de resiliência” é simplificar um problema estrutural.

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A mesa sobre cuidado integral e saúde coletiva conecta a universidade à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). É um ponto crucial: orientação psicológica no campus ajuda, mas não substitui uma rede pública acessível, contínua e preparada para diferentes necessidades.

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O seminário, coordenado por André Lucirton Costa, também expõe uma questão incômoda: instituições de ensino medem desempenho com precisão, mas monitoram e previnem o adoecimento com o mesmo empenho? Saúde mental precisa ser parte da permanência estudantil, não só resposta à crise.

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